About Me

Minha foto
@CarolHickmann
"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." F. Nietzsche
Visualizar meu perfil completo

Todos os Textos

Carolina Hickmann. Tecnologia do Blogger.
terça-feira, 16 de outubro de 2012

postheadericon "Mas pq jornalismo?"

Já perdi as contas de quantas vezes me fizeram essa pergunta. E eu nunca -repito, nunca- soube responder. Até mesmo pq nunca soube exatamente o que queria. Entre Letras e História, entre Biologia e Relações Públicas, perguntei a uma amiga, a minha mãe e a meu namorado o que teria mais a minha cara. A resposta foi unânime: Jornalismo. A amiga não sabia explicar o motivo, só achava que era. A mãe sabendo da língua afiada da pessoa que vos fala, explicou que sempre achou que teria uma advogada, mas que uma jornalista se encaixava melhor no meu perfil. O namorado, preocupado com a qualidade péssima da mídia atual, incentivou cautelosamente. Escolhi. Jornalismo. Por que, José? Não sei... É muito vago. Mas a parte mais clara da minha vida no momento é o motivo da permanência no curso: quando tu acha algo que te tire o sono, que faça tu comer correndo,te deixe sempre cansada e mesmo assim tu ame, não tem como fugir. Só achei que viveria algo similar quando tivesse um filho, já que sempre vi esses sintomas em mães. Vai ver é isso mesmo. Eu tenho um filho. Algo que me instiga melhoras pessoais, que me devota tempo e cuidados. E que seja o meu amor maior - ou quase maior. Jornalismo é isso, é desacomodar. Tanto o jornalista quanto a sociedade. Porque pra acomodar já basta a publicidade...
quinta-feira, 22 de setembro de 2011

postheadericon E agora, José? Ou Jesus?

A alguns meses atrás tive uma daquelas conversas que começa em politica, passa por história e economia, mas sempre acaba em religião, com o Lourenço. Mas esta teve um final mais estranho, mais inusitado: externei um sentimento que sempre tive inconscientemente, e por expressá-lo acabei por senti-lo. Nunca - e repito, nunca - tive a visão de Deus dos católicos, aquele que cuida se tu fizeres tudo o que ele ordena, e pune a menor das falhas... Tanto que ali pela terceira série minha família recebeu uma ligação da igreja local comunicando que eu não poderia participar dos Girassois da "pqp" se continuasse com aqueles pensamentos errados: eu havia dito para o padre que era mais misericordiosa que Deus. E de fato, até hoje acho que sou mais misericordiosa que o Deus do católicos. Que aliás, é três em um, e pra mim nenhuma religião monoteísta pode ter três Deuses. Deus não é rádio, toca disco e gravador, eu acho.
Enfim, então não sou católica. Sou o que? Nada. Quando entendi que os primeiros "Deuses" eram na verdade humanos que utilizavam o medo para governar politicamente um povo menos esclarecido, no caso os faraós, comecei a ter uma visão mais crítica dos mandamentos e da bíblia. Para mim, este livro não passa de um guia (assim como os faraós) para dirigir o povo. Necessário na época, necessário ainda agora... Mas para mim, não mais. E depois que conheci a equação E= mc² comecei a acreditar que deus era energia. Uma energia grande, que deu início as coisas. E aí já se foi qualquer esperança minha de me encaixar em alguma religião convencional.
Enfim, o que eu falei pro Lourenço aquele dia foi que eu sei que eu só acredito em Deus pq ainda preciso de algo para me apoiar. Alguma força superior que guie a minha vida. Que exerça alguma força maior. E quando o professor Felipe Pimentel perguntou numa aula de história como se chamava o fato das pessoas acharem que Deus interfere na nossa vida eu só consegui pensar "loucura".
Na verdade é outro nome que no momento não me recordo, mas o fato é que depois de tudo isso o meu sentimento de ter algum ser superior tomando conta de mim se esvaiu e recentemente passei por uma situação na qual antigamente me desesperaria sem um "Deus" pra me cuidar e acabei não sentindo falta alguma...
E então tenho que me perguntar: existem pessoas -muito- mais estudadas que eu, com mais cultura, mais entendidas e que acreditam em Deus. Será que elas acreditam ou só "acreditam" pra ter em que se apoiar nos momentos difíceis?
Afinal, pra uma coisa existir basta que alguém "acredite" nela.



*O Nicholas foi um dos primeiros a ler meu texto e exprimiu ele maravilhosamente bem em uma frase: - Perto da morte não existe ateu.*
terça-feira, 16 de agosto de 2011

postheadericon Fobias...

Nesta onda incessante de fobias que minha cabeça vem sendo bombardeada - homofobia, acrofobia, anuptafobia - parei momentaneamente para refletir sobre quais seriam as minhas e até que ponto é, deveras, uma fobia.
Tenho medo de cobras, já vi uma pessoa ser picada. Não gosto muito de ver, nem na TV. Não a ponto de não dormir, às vezes a ponto de ter sonhos desconfortáveis, dependendo do grau do programa. Então seria ofidiofobia?
Me sinto desconfortável no escuro. Nunca a ponto de gritar e correr, mas a ponto de não dormir muito bem se não estou acompanhada. Prefiro uma luzinha de cabeceira nas noites solitárias. Seria nictofobia?
Exagero dos grandes denominar tudo pois assim parece mais sério, mais grave, do que realmente é. Não sou ofidiofóbica e nem nictofóbica, e todos deveriam parar de inventar fobias desnecessárias e só viver.
Agora... Confesso que sinto-me um pouco claustrofóbica quando preciso dividir uma salinha com idiotas que só falam em doenças e desgraças.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Comecei a ler o livro de Martha Medeiros, Feliz por Nada. Claro que esperava uma certa identificação, leitura prazerosa e diversão, mas o que encontrei no primeiro conto, mais precisamente desde a primeira linha, foi espantoso.
"Onde é que você gostaria de estar agora, neste exato momento?" indagou-me o livro. Logo pensei: O lugar pouco importa, eu queria mesmo era estar abraçada com o Lourenço, meu namorado.
Geralmente é onde eu quero estar, me sinto segura, quase salva. Esqueço de tudo. Aliás, não esqueço de nada! Mas parece que as coisas ruins perdem importância e as boas se acentuam. Com este friozinho, então, virou desejo constante. Um abraço, só um abraço.
Logo após descrições de lugares maravilhosos e de lugares ruins também, a escritora palpita dizendo que o melhor lugar para se estar é dentro de um abraço, e logo mais fala que é difícil competir com o abraço da pessoa amada. Nada compete, pelo menos não com o do meu namorado.
E, mesmo estando na quadragésima quinta página, poucos livros competem com este.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

postheadericon Livro antigo tem mais história.

Não adianta, livro velho tem bem mais história, nos passa até vivência. Ainda mais aqueles cheios de rabiscos, com anotações, poesias no verso e nomes de antigos donos na capa, às vezes até mais de um. Quanta história!
Imaginar que outra pessoa já leu o que tu tá lendo e sentiu coisas diferentes, ou iguais; pensar quantas vezes aquele livro já foi emprestado, ou dado, até chegar nas tuas mãos.
Hoje comprei um Machado de Assis, na primeira folha tem escrito "5/7/81 Gerson Luiz Pereira", esse livro sobreviveu a 4 anos de ditadura, viu o impeachmen do Collor, os caras pintadas, viu uma legião de fãs sofrer a morte de Raul Seixas e muito mais coisas que eu só ouvi falar.
Tá todo surrado: Páginas amarelas, orelhas, até durex prá remendar. Mas o que mais me intriga é saber em que época ele foi negligenciado a ponto de ter um buraco de traça em sua primeira folha. Calma, livrinho! Agora tu tá em boas mãos :) Espero que ainda te sobre gás para muito mais aventuras!
domingo, 12 de junho de 2011
A cada quatro anos eu tenho um mês a mais de férias. Nada daquelas férias pacatas em uma fazenda ou então super animada em uma praia badalada destas que não faltam pelo Brasil, passo elas no meu sofá, acompanhada de café/chá pela manhã e junk food pela tarde, dispenso outros tipos de companhia. Aliás, eu estava esquecendo a companhia da principal diversão: Minha tevê.
Não é dever de ninguém entender do que estou falando por esta descrição simples, mas tenho certeza que aqueles que apreciam futebol tanto quanto eu já haviam entendido: Eu falo do período de férias mais emocionante, a Copa do Mundo. A mesma que estará aqui, no Brasil, em três anos. O estádio do meu time será sede, já me prometeram que irei em vários jogos, mal espero a distribuição das seleções pelo país e ojerizo vuvuzelas. Mas e aí?! E aquelas férias extras e tranquilas, como ficarão?
Eu ainda não tenho certeza de tudo, mas tenho certeza que terei de colocar uma placa na porta da minha casa escrita “Cerrado por fútbol" seguindo o exemplo do escritor uruguaio Eduardo Galeano. A diferença é que não estarei no sofá. E há coração que aguente?!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Sou de esquerda, não incomodem. Quem pode me julgar por sonhar com um mundo mais igualitário?! Vocês sonham com um mundo praticamente feudal, onde o poder é centralizado nas mãos de poucos e estes viram Senhores dos menos afortunados para multiplicar sua riqueza, destinando apenas uma parte insignificante dela pros que realmente fizeram ela multiplicar, e eu não julgo vocês!
Mas o pior de tudo! Estes pobres servos de gleba - que, como naquela época, constituem a maior parte da população - se submetem a isto com a ilusão de que um dia se tornarão nobres! A livre concorrência é a laranja podre do mundo, pois ela ilusiona esta percentagem maior da população, faz com que os mesmos achem que um dia chegarão a uma situação de vida mais elevada. Até pode acontecer, mas será que chegarão ao mesmo nível daqueles "nobres" que receberam riquezas da coroa?? Dá pro mercadinho da esquina compedir com o Hipermercado que fica no melhor ponto da cidade?? E eles se acomodam, não exigem melhoria, pois iludem a si mesmo quando dizem que podem!
Daí me pergunto, e pergunto para várias pessoas também: Por que não dividir a riqueza da coroa? Alguns respondem que "pobre não vai saber investir", pra estes eu respondo: Vocês são algum tipo de raça superior que precisa salvar à todos mas no seu íntimo só querem destruir aqueles coitados? Ouvi falar que um alemão louco fez isso já, e não terminou legal. Alguns respondem que tem que priorizar aqueles que se destacam, pra estes eu respondo que concordaria se a qualidade de ensino fosse a mesma para todos, se todos tivessem condições de aprendizagem igual, desde o mais miserável até o multimilionário, o que sabemos que não acontece e é o que eu busco numa sociedade. E existem outros, que simplesmente respondem que "socialismo é utopia, por isso são de direita, pois são realistas", talvez se todos estes que responderam assim, "sonhassem" um pouco mais, e se unissem aos que dão a cara a tapa e dizem que querem sim viver numa sociedade mais igual, DE VERDADE, sem se importar se será chamado de "comunista vagabundo", ou de PTista, sem nem ser - como é meu caso - a tal da utopia ficasse mais próxima.
Eu tinha tudo para ser de direita, extrema até. Quem conhece a minha família vai entender o porquê, mas não sou, fui contra o que muitos julgam ser a minha natureza. Mas graças a alguma entidade superior minha natureza não é individualista, e por mais que a sociedade ensine que o individualismo é mais lucrativo, eu não costumo dar ouvidos a velhos retrógrados caretas :)

Seguidores

Visualizações