About Me

Minha foto
@CarolHickmann
"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." F. Nietzsche
Ver meu perfil completo

Todos os Textos

Carolina Hickmann. Tecnologia do Blogger.
terça-feira, 16 de outubro de 2012

postheadericon "Mas pq jornalismo?"

Já perdi as contas de quantas vezes me fizeram essa pergunta. E eu nunca -repito, nunca- soube responder. Até mesmo pq nunca soube exatamente o que queria. Entre Letras e História, entre Biologia e Relações Públicas, perguntei a uma amiga, a minha mãe e a meu namorado o que teria mais a minha cara. A resposta foi unânime: Jornalismo. A amiga não sabia explicar o motivo, só achava que era. A mãe sabendo da língua afiada da pessoa que vos fala, explicou que sempre achou que teria uma advogada, mas que uma jornalista se encaixava melhor no meu perfil. O namorado, preocupado com a qualidade péssima da mídia atual, incentivou cautelosamente. Escolhi. Jornalismo. Por que, José? Não sei... É muito vago. Mas a parte mais clara da minha vida no momento é o motivo da permanência no curso: quando tu acha algo que te tire o sono, que faça tu comer correndo,te deixe sempre cansada e mesmo assim tu ame, não tem como fugir. Só achei que viveria algo similar quando tivesse um filho, já que sempre vi esses sintomas em mães. Vai ver é isso mesmo. Eu tenho um filho. Algo que me instiga melhoras pessoais, que me devota tempo e cuidados. E que seja o meu amor maior - ou quase maior. Jornalismo é isso, é desacomodar. Tanto o jornalista quanto a sociedade. Porque pra acomodar já basta a publicidade...
quinta-feira, 22 de setembro de 2011

postheadericon E agora, José? Ou Jesus?

A alguns meses atrás tive uma daquelas conversas que começa em politica, passa por história e economia, mas sempre acaba em religião, com o Lourenço. Mas esta teve um final mais estranho, mais inusitado: externei um sentimento que sempre tive inconscientemente, e por expressá-lo acabei por senti-lo. Nunca - e repito, nunca - tive a visão de Deus dos católicos, aquele que cuida se tu fizeres tudo o que ele ordena, e pune a menor das falhas... Tanto que ali pela terceira série minha família recebeu uma ligação da igreja local comunicando que eu não poderia participar dos Girassois da "pqp" se continuasse com aqueles pensamentos errados: eu havia dito para o padre que era mais misericordiosa que Deus. E de fato, até hoje acho que sou mais misericordiosa que o Deus do católicos. Que aliás, é três em um, e pra mim nenhuma religião monoteísta pode ter três Deuses. Deus não é rádio, toca disco e gravador, eu acho.
Enfim, então não sou católica. Sou o que? Nada. Quando entendi que os primeiros "Deuses" eram na verdade humanos que utilizavam o medo para governar politicamente um povo menos esclarecido, no caso os faraós, comecei a ter uma visão mais crítica dos mandamentos e da bíblia. Para mim, este livro não passa de um guia (assim como os faraós) para dirigir o povo. Necessário na época, necessário ainda agora... Mas para mim, não mais. E depois que conheci a equação E= mc² comecei a acreditar que deus era energia. Uma energia grande, que deu início as coisas. E aí já se foi qualquer esperança minha de me encaixar em alguma religião convencional.
Enfim, o que eu falei pro Lourenço aquele dia foi que eu sei que eu só acredito em Deus pq ainda preciso de algo para me apoiar. Alguma força superior que guie a minha vida. Que exerça alguma força maior. E quando o professor Felipe Pimentel perguntou numa aula de história como se chamava o fato das pessoas acharem que Deus interfere na nossa vida eu só consegui pensar "loucura".
Na verdade é outro nome que no momento não me recordo, mas o fato é que depois de tudo isso o meu sentimento de ter algum ser superior tomando conta de mim se esvaiu e recentemente passei por uma situação na qual antigamente me desesperaria sem um "Deus" pra me cuidar e acabei não sentindo falta alguma...
E então tenho que me perguntar: existem pessoas -muito- mais estudadas que eu, com mais cultura, mais entendidas e que acreditam em Deus. Será que elas acreditam ou só "acreditam" pra ter em que se apoiar nos momentos difíceis?
Afinal, pra uma coisa existir basta que alguém "acredite" nela.



*O Nicholas foi um dos primeiros a ler meu texto e exprimiu ele maravilhosamente bem em uma frase: - Perto da morte não existe ateu.*
terça-feira, 16 de agosto de 2011

postheadericon Fobias...

Nesta onda incessante de fobias que minha cabeça vem sendo bombardeada - homofobia, acrofobia, anuptafobia - parei momentaneamente para refletir sobre quais seriam as minhas e até que ponto é, deveras, uma fobia.
Tenho medo de cobras, já vi uma pessoa ser picada. Não gosto muito de ver, nem na TV. Não a ponto de não dormir, às vezes a ponto de ter sonhos desconfortáveis, dependendo do grau do programa. Então seria ofidiofobia?
Me sinto desconfortável no escuro. Nunca a ponto de gritar e correr, mas a ponto de não dormir muito bem se não estou acompanhada. Prefiro uma luzinha de cabeceira nas noites solitárias. Seria nictofobia?
Exagero dos grandes denominar tudo pois assim parece mais sério, mais grave, do que realmente é. Não sou ofidiofóbica e nem nictofóbica, e todos deveriam parar de inventar fobias desnecessárias e só viver.
Agora... Confesso que sinto-me um pouco claustrofóbica quando preciso dividir uma salinha com idiotas que só falam em doenças e desgraças.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Comecei a ler o livro de Martha Medeiros, Feliz por Nada. Claro que esperava uma certa identificação, leitura prazerosa e diversão, mas o que encontrei no primeiro conto, mais precisamente desde a primeira linha, foi espantoso.
"Onde é que você gostaria de estar agora, neste exato momento?" indagou-me o livro. Logo pensei: O lugar pouco importa, eu queria mesmo era estar abraçada com o Lourenço, meu namorado.
Geralmente é onde eu quero estar, me sinto segura, quase salva. Esqueço de tudo. Aliás, não esqueço de nada! Mas parece que as coisas ruins perdem importância e as boas se acentuam. Com este friozinho, então, virou desejo constante. Um abraço, só um abraço.
Logo após descrições de lugares maravilhosos e de lugares ruins também, a escritora palpita dizendo que o melhor lugar para se estar é dentro de um abraço, e logo mais fala que é difícil competir com o abraço da pessoa amada. Nada compete, pelo menos não com o do meu namorado.
E, mesmo estando na quadragésima quinta página, poucos livros competem com este.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

postheadericon Livro antigo tem mais história.

Não adianta, livro velho tem bem mais história, nos passa até vivência. Ainda mais aqueles cheios de rabiscos, com anotações, poesias no verso e nomes de antigos donos na capa, às vezes até mais de um. Quanta história!
Imaginar que outra pessoa já leu o que tu tá lendo e sentiu coisas diferentes, ou iguais; pensar quantas vezes aquele livro já foi emprestado, ou dado, até chegar nas tuas mãos.
Hoje comprei um Machado de Assis, na primeira folha tem escrito "5/7/81 Gerson Luiz Pereira", esse livro sobreviveu a 4 anos de ditadura, viu o impeachmen do Collor, os caras pintadas, viu uma legião de fãs sofrer a morte de Raul Seixas e muito mais coisas que eu só ouvi falar.
Tá todo surrado: Páginas amarelas, orelhas, até durex prá remendar. Mas o que mais me intriga é saber em que época ele foi negligenciado a ponto de ter um buraco de traça em sua primeira folha. Calma, livrinho! Agora tu tá em boas mãos :) Espero que ainda te sobre gás para muito mais aventuras!
domingo, 12 de junho de 2011
A cada quatro anos eu tenho um mês a mais de férias. Nada daquelas férias pacatas em uma fazenda ou então super animada em uma praia badalada destas que não faltam pelo Brasil, passo elas no meu sofá, acompanhada de café/chá pela manhã e junk food pela tarde, dispenso outros tipos de companhia. Aliás, eu estava esquecendo a companhia da principal diversão: Minha tevê.
Não é dever de ninguém entender do que estou falando por esta descrição simples, mas tenho certeza que aqueles que apreciam futebol tanto quanto eu já haviam entendido: Eu falo do período de férias mais emocionante, a Copa do Mundo. A mesma que estará aqui, no Brasil, em três anos. O estádio do meu time será sede, já me prometeram que irei em vários jogos, mal espero a distribuição das seleções pelo país e ojerizo vuvuzelas. Mas e aí?! E aquelas férias extras e tranquilas, como ficarão?
Eu ainda não tenho certeza de tudo, mas tenho certeza que terei de colocar uma placa na porta da minha casa escrita “Cerrado por fútbol" seguindo o exemplo do escritor uruguaio Eduardo Galeano. A diferença é que não estarei no sofá. E há coração que aguente?!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Sou de esquerda, não incomodem. Quem pode me julgar por sonhar com um mundo mais igualitário?! Vocês sonham com um mundo praticamente feudal, onde o poder é centralizado nas mãos de poucos e estes viram Senhores dos menos afortunados para multiplicar sua riqueza, destinando apenas uma parte insignificante dela pros que realmente fizeram ela multiplicar, e eu não julgo vocês!
Mas o pior de tudo! Estes pobres servos de gleba - que, como naquela época, constituem a maior parte da população - se submetem a isto com a ilusão de que um dia se tornarão nobres! A livre concorrência é a laranja podre do mundo, pois ela ilusiona esta percentagem maior da população, faz com que os mesmos achem que um dia chegarão a uma situação de vida mais elevada. Até pode acontecer, mas será que chegarão ao mesmo nível daqueles "nobres" que receberam riquezas da coroa?? Dá pro mercadinho da esquina compedir com o Hipermercado que fica no melhor ponto da cidade?? E eles se acomodam, não exigem melhoria, pois iludem a si mesmo quando dizem que podem!
Daí me pergunto, e pergunto para várias pessoas também: Por que não dividir a riqueza da coroa? Alguns respondem que "pobre não vai saber investir", pra estes eu respondo: Vocês são algum tipo de raça superior que precisa salvar à todos mas no seu íntimo só querem destruir aqueles coitados? Ouvi falar que um alemão louco fez isso já, e não terminou legal. Alguns respondem que tem que priorizar aqueles que se destacam, pra estes eu respondo que concordaria se a qualidade de ensino fosse a mesma para todos, se todos tivessem condições de aprendizagem igual, desde o mais miserável até o multimilionário, o que sabemos que não acontece e é o que eu busco numa sociedade. E existem outros, que simplesmente respondem que "socialismo é utopia, por isso são de direita, pois são realistas", talvez se todos estes que responderam assim, "sonhassem" um pouco mais, e se unissem aos que dão a cara a tapa e dizem que querem sim viver numa sociedade mais igual, DE VERDADE, sem se importar se será chamado de "comunista vagabundo", ou de PTista, sem nem ser - como é meu caso - a tal da utopia ficasse mais próxima.
Eu tinha tudo para ser de direita, extrema até. Quem conhece a minha família vai entender o porquê, mas não sou, fui contra o que muitos julgam ser a minha natureza. Mas graças a alguma entidade superior minha natureza não é individualista, e por mais que a sociedade ensine que o individualismo é mais lucrativo, eu não costumo dar ouvidos a velhos retrógrados caretas :)
quarta-feira, 4 de maio de 2011

postheadericon Minha História de Amor e de Ódio com a Feira do Livro

Quem em seu próprio aniversário não quer acordar tarde, achar um barzinho qualquer, tomar um café, geralmente fraco, com um quindim meio velho?! Bom, eu quero. E levando em consideração que a Feira do Livro de Porto Alegre acontece na rua da minha casa, esta missão simples acaba se tornando bem conturbada quando se trata do meu aniversário.
Minha mãe teve a idéia brilhante de me parir um dia antes de um feriado nacional - 14 de Novembro - para que todos os anos eu pudesse comemorar devidamente o meu aniversário em sua verdadeira data. Mas, me mudei para a capital do RS e lá estava ela, sempre montada até dia 15 de Novembro, e trazendo a gauchada de todo o Rio Grande à rua da minha casa. Se tomar café da manhã já é difícil, imaginem almoçar. A Feira abre à 1h e meio dia a Andradas já se encontra ainda mais semelhante a um formigueiro do que normalmente. Sou do interior, gosto de sossego, não de multidões agitadas gritando e correndo prá um lado e pro outro.
Realmente, olhar a feira de fora é assustador prá mim, mas quando ponho o pé dentro de sua lona, todo aquele ódio desaparece. Como odiar algo que tem como base de sua construção Nietzsches, Galeanos, Kafkas, Sidney Sheldons, García Márquez? Eu até paro de me importar com todas aquelas pessoas se esbarrando sem nem pedir desculpa e todo aquele agito. Na verdade, nem lembro mais que estão ali enquanto pulo de estande em estande procurando o próximo aglomerado de folhas que vai transportar a minha mente para um lugar melhor, muitas vezes não mais bonito, mas sempre melhor. Quando encontro um folheto de palestras e autógrafos então, o mundo acaba e só resta eu e aquela folha, por alguns instantes.
Mas quando eu chego na seção infantil, perto dos barcos, aquele solzinho de fim de tarde batendo na cara... Ah, os barcos! Ah, o sol! Ah, as memórias! Sinto falta da Feira o ano inteiro, e sinto falta "dos barcos" agora.
quarta-feira, 13 de abril de 2011

postheadericon Depressão Cultural

Desde que foi cogitada a possibilidade de virmos morar em Porto Alegre sempre falei: MAS TEM QUE SER PERTO DO MÁRIO QUINTANA. Dizia isto por não saber das outras maravilhas culturais que se escondem na pressa do Centro Histórico desta cidade. Fiquei deprimida ao ler dados, hoje no G1, sobre mil entrevistados de 70 cidades. Aparentemente 60% das pessoas não havia entrado em um teatro, museu, ou sequer lido um livro no ano de 2010.
Eu tinha 11 anos quando a minha exigência era morar perto da Casa de Cultura. Fico me perguntando quantas pessoas passam pelo Centro sem sequer olhar prá linda obra arquitetônica que um dia já foi o Hotel Majestic. Tudo bem que os preços estão absurdos, mas, no Theatro São Pedro, por exemplo, também localizado no centro, seguidamente vemos peças com entrada franca, ou doação de alimentos não perecíveis. As pessoas gastam fortunas em computadores e não tem 10 reais pra gastar em um dos mais de 8 sebos do centro da capital dos gaúchos?
O problema é maior, é cultural. Entramos nesta depressão onde idolatramos maquinas e esquecemos dos prazeres mais comuns: como o prazer de virar a página de um livro rapidamente só para seguir a continuação de palavras, prazer de ver a emoção de um artista quando interpreta o papel tão sonhado, prazeres estes que outrora eram indispensáveis, na nossa cultura de hoje estão cada vez mais dissolutos.
Infelizmente, só poderemos culpar a educação - ou a falta dela - por isto, a falta de incentivos do governo. Se não começarmos a pensar nisto agora, mandaremos para o mundo uma legião de analfabetos funcionais nas 7 artes.
quinta-feira, 10 de março de 2011

postheadericon Jardim das esculturas.

Neste Carnaval conheci uma pessoa genial, sem exageros. Além de guardar dentro de si uma cultura fortíssima, também carrega um dom incomparável. Posso assegurar que nunca imaginei presenciar tamanha qualificação artística em uma pessoa só. Infelizmente, tanta qualificação ainda encontra-se escondida em uma cidadezinha no interior do Rio Grande do Sul, por este motivo, resolvi divulgar o trabalho deste habilidoso artista.
Fui apresentada a belíssima coleção de esculturas pelos meus sogros queridos, fizemos o passeio de Cruz Alta até a região da Quarta Colônia da Imigração Italiana no segundo dia de Carnaval. Depois de almoçarmos pratos tradicionais - e maravilhosos - em Vale Veneto, partimos em direção ao que havia sido descrito a mim como um "jardim de esculturas". Logo na chegada, pude notar que passaria disto: A energia do lugar é maravilhosa; o lugar, em si, é maravilhoso. Do ponto mais alto do jardim podemos avistar coxilhas cobertas com o mais puro verde esmeralda, que só conseguem ter sua beleza ofuscada pelas lindas esculturas produzidas por Rogério.
Giselda, esposa de Rogério, foi quem nos recebeu, sempre muito querida e atenciosa. Junto estavam suas duas sobrinhas, a mais velha auxiliava com os visitantes e era tão simpática quanto a tia, e a mais nova não ficava para trás, com a desenvoltura de um adulto pediu para assinarmos o livro de registros.
Eu poderia descrever eternamente a maravilhosa experiência que tive no Jardim das Esculturas, mas dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Então deixarei as as fotos tiradas como recordação deste dia maravilhoso falarem um pouco.







Comunidade:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=93917769
terça-feira, 25 de janeiro de 2011

postheadericon Long Live Rock 'n' Roll

Diz que a Dona Carolina aqui andava super catita pela Borges de Medeiros quando começa um toró desgraçado. Primeiro pensamento foi me enfiar pra dentro de uma daquelas lojinhas, a mais próxima estava cheia de chapéus, plumas e paetês, o que nunca prendeu minha atenção por muito tempo, caso fosse necessário permanecer lá por alguns instantes, e a próxima, questão de 2 metros, eu avistei na porta um livro do Che Comandante! E parece que eu estava escutando AC/DC sair pela sua janela. Entrei.
Dei uma olhada no livro, notei que já havia lido. Deixei de lado. Fiquei observando por um tempo a eletrola que tocava AC/DC (não errei), era linda. Quando desviei o olhar, passei os olhos por uma coisa que eu queria há muito tempo, mas sabe quando tu meio que olha, e olha de novo? Pois é, acho q fiz isso umas três vezes, até acreditar que aquilo tava ali, na minha frente: A discografia do Rock in Rio de 85! E ainda com DEZ escrito em cima...
Sai mais catita ainda pela rua, abraçada na minha mais nova aquisição, quando vejo um piazinho de uns 10 anos, usando um all star botinha vermelho e uma camiseta dos Ramones... Eu realmente tinha medo do Rock acabar na minha geração - o rock bom, eu digo - mas me dei por conta que é verdade o que sempre dizem: Legends never die!


LONG LIVE ROCK 'N' ROLL! \,,,/
terça-feira, 7 de dezembro de 2010

postheadericon Um velho assunto novo

"A DIT significa que alguns paizes se especializam em ganhar e outros em perder." É a primeira frase do livro: Aa veias abertas da America Latina de Eduardo Galeano. Esta magnifica obra tem o poder de despertar uma amarga indignação pelos genocídios cometidos em nome da liberdade, da religião e até mesmo do progresso, durante o processo que se iniciou com a conquista da América Latina, este processo ainda não teve fim, o que causa ainda mais revolta pela minha parte.
Não entendo porque vários outros nomes foram dados as DITs desde a época colonial, visto que a divisão continua a mesma: norte do globo explorando as riquezas do sul, e este, por sua vez, não encontra meios de elevar a sua economia ao mesmo nivel das potencias capitalistas - e antigamente mercantilistas - setentrionais, por não conseguirem agregar custo aos seus produtos antes da venda, negociando a preços mínimos, as potencias que comprar estes produtos agregam valor e revendem para os seus proprietarios de origem. Dito isto, podemos afirmar que a América Latina é a grande financiadora do capitalismo no mundo, se antigamente com manufaturas, hoje em dia com lucros da divida e royaltes.
Com isto, só posso afirmar que a frase da contracapa está corretíssima, "Um livro (infelizmente) atual", ainda somos colonias de exploração de uma elite interna e mesquinha, que se tivesse condições, venderia até a mãe ao diabo.
E se é assim, há tanto tempo, qual o motivo dos menos favorecidos não terem se revoltado ainda? A resposta é um tanto quanto simples, depois que se reflete um pouco: O sistema capitalista é o único que viabiliza a livre concorrência, fazendo com que, os menos favorecidos criem a falsa impressão de que têm as mesmas condições de elevação que os demais.
terça-feira, 30 de novembro de 2010

postheadericon Feliz aniversário

Eu podia ter mandado um depoimento ou um scrap, sei la, pra minha amiga mais linda, no dia que ela completa mais uma primavera, mas pra ela, até um texto no meu bloguinho - e ela sabe o quanto eu zelo e tenho apreço por isto aqui - é pouco. O que dizer para uma pessoa, que por mais que esteja longe, está sempre ao meu lado? Já disse para ela o quanto a amo, e o quanto a quero bem, e nunca vou cansar de dizer o quão feliz eu sou, por ter encontrado em meu caminho, uma pessoa tão sincera e companheira, uma pessoa, verdadeiramente, linda, por dentro e por fora.
Queria fugir do clichê de "saúde, paz, felicidade" porque ela sabe que desejei isto todos os dias de nossa amizade. Então só me resta dizer o que é mais valido, to contigo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe ;) Visto que... "O Lourenço é o amor da minha vida, mas tu é minha alma gêmea". HAHA!

Paula M. Trindade, parabéns por mais um ano de vida, parabéns por ser esta menina forte que sempre foi atrás dos sonhos que tinha e que aos poucos conquista cada um, parabéns por ter se encontrado no teatro e ter lutado por esta arte tão bonita. Tu é meu prumo, meu espelho, e fico muito feliz de ter participado de mais um ano da tua existência, e poder crescer contigo e ao teu lado, e sei, que durante todos os anos da tua vida eu poderei te acompanhar <3 style="font-weight: bold;">


"Eu te desejo não parar tão cedo, pois toda idade tem prazer e medo (...)"


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

postheadericon O melhor dia da minha vida

Domingo, 7h da manhã, acordei assustada sem motivo aparente. Chamei minha mãe e a mesma mandou eu ir dormir mais um pouco, pois meu dia seria muito atarefado. Não consegui. Em um misto de nervosismo e ansiedade fui verificar minhas redes sociais para maior entretenimento da minha pessoa. Parecia que só eu existia naquela manhã dominical. Meu celular tocou e eu escutei:
-Estou indo para aí, Amor!
Finalmente uma voz que me trazia um pouco de conforto e paz naquele momento, era meu namorado que viria me buscar para o almoço, achei estranho, porque tão cedo? Deveria ser umas 8h... Me enganei, já era 10. Quando ele chegou, notou o nervosismo, que estas horas já estava mais do que aparente. Como sempre sabe o que fazer, me abraçou.
Eu queria e não queria que o tempo passasse rápido, em um misto de emoções, eu simplesmente não sabia qual iria prevalecer, ou melhor: hora uma, hora outra.
O Lou -meu namorado- sabia exatamente o que fazer para me afastar destes sentimentos contraditórios, até parecia que ele tinha gasto um bom tempo pensando no assunto. Me levou para almoçar no shopping Moinhos, ao lado do Hotel Sheraton, onde estava hospedado um dos meus ídolos de infância, Paul McCartney.
Como pensar nas 5h de prova que me aguardavam (ENEM), estando o mais próximo que alguém poderia de alguém como ele? Ficamos lá até o ultimo momento possível, e nos dirigimos ao colégio onde seria realizada a prova.
O sentimento de nervosismo tomava conta, cada vez mais, de todo o meu corpo. Eu tinha ido bem no dia anterior da prova, mas agora, era matemática -Maldita, matamática!- Precisava falar com minha mãe para me acalmar, como dizia a minha ex-diretora, nunca ninguém viu ligação tão forte. Com todos os sentimentos do mundo dentro de mim, e já a flor da pele, achei que não conseguiria falar com ela, e o inevitável aconteceu, derramei algumas lágrimas. As primeiras de muitas, naquele dia. Finalmente recebi o meu "boa prova" e rumei para minha sala como quem caminha para a forca.
Agora eu sei que tanto nervoso não se fazia necessário, mas não havia quem colocasse aquilo na minha cabeça antes de eu receber a prova. Saí da prova reclamando que o nível estava baixíssimo e escutei:
-Calma, Caro! Agora a gente vai ver O HOMEM!
Minhas pernas tremeram, minha respiração parou, achei que iria chorar novamente. Segurei as lágrimas.
Em direção ao GIGANTE DA BEIRA RIO, em um misto de felicidade e bobice, cantei: Eu vou, eu vou, pro Show do PAUL, eu vou!, ainda segunrando as lágrimas. Lá dentro, encontramos com pessoas queridas que nos proporcionaram a melhor companhia esperada em um evento daquele porte.
O sol baixou no Guaíba, o estádio mudava de uma suave cor avermelhada para o mais forte tom de preto. Alguém falou: -Faltam 3 minutos! Meu coração quase parou. Logo mais escutei: É AGORA! Meu coração acelerou em um ritmo absurdo, e posso jurar que senti parar por 1 segundo, minha boca secou, minhas pernas tremeram, meus olhos transbordaram, e meu corpo se encheu do mais forte sentimento de alegria e plenitude! Ele estava ali, um Beatle, O PAUL. Meu Mestre!


Ps: O grito de "Toca Raul!" não faltou, obviamente.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010

postheadericon Rede Globo x Rita Lee

Nunca escondi a minha mais profunda admiração por todos os tropicalistas, em especial, por Rita Lee. Além de excelente cantora, é uma mulher de verdade! Na madrugada do dia de hoje anunciou -em grande estilo por sinal- que deixaria o tuíter, por motivos sérios.
Para quem não sabe da história completa, resumirei: Rita Lee, Corinthiana, indignada com a localização do estádio do seu time, resolve se pronunciar através de seu micro-blog. A emissora já citada, a convida para participar de um dos seus quadros devido ao referido comentário. Rita Lee não aceita. A emissora então convida um dos jogadores mais queridos do mesmo time para fazer a cobertura da matéria sobre o estádio, mostrando as imagens do tuíter da cantora de uma forma negativa e fazendo o "repórter por um dia" dar alfinetadas como "E tem gente que critica, né, Rita?" ou algo similar, não me recordo exatamente. Rita sofre ameaças, e preocupada com sua família e seu bem estar, anuncia que abandonará seu tuíter:

"Me convidaram para gravar "repórter por um dia" e eu recusei. Ninguém recusa nada da Globo, ela tem o poder de um César que decide jogar escravos numa arena com leões. Diante das ameaças sérias que tenho recebido, digo ao povo que me retiro do tuíter após 2 meses de divertimento. Meu amor a todos vocês que entenderam minhas loucuras e pau no cu dos babacas"

É a verdade nua e crua, esta emissora faz um trabalho sujo, manipulador, não que as outras não façam, mas desta é o extremo. Eu poderia citar muitos casos de manipulação, mas peço para que lembrem do caso do Sirotisky, já é o suficiente para lembrarmos o tipo de jornalismo que encontramos.
Quando falei que apoiava Rita, recebi várias mensagens via twitter (@CarolHickmann) indagando como eu poderia apoiar alguém de tão "baixo" nível. Dói ler alguém dizendo que Rita Lee tem o nível baixo, mas entendo a questão. Simplesmente venho expor que sou completamente a favor, pois, primeiramente, ninguém tem "culhão" para se opor a Rede Globo de Televisão, logo, qualquer um que o faça, da maneira que fizer, tem o meu apoio total. Gostaria que existissem mais Ritas por aí.

"Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda, meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem."

Rita e Zélia Duncan
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Sou só eu que me ofendo quando o adjetivo usado para descrever algo que fiz é "normal"? Se recebemos um "Bá, tá ruim" ainda temos a opção de nos esforçarmos ao máximo pra da próxima vez melhorarmos. Mas um normal? É tipo, a média, e ser mediano em algo, é pior do que ser péssimo em tudo.
Quando somos realmente bons em alguma coisa, buscamos exercitar sempre para não perdermos aquela aptidão, vamos atrás do excelente. Quando somos péssimos, sempre buscamos melhorar, vamos atrás do bom. Quando somos "normais", entramos em inércia, afinal, tá legal, né?! Tá na média.
Bem que minha mãe sempre falou que eu sou oito ou oitenta, mas quem gostaria de ser sempre trinta e seis? Pessoas trinta e seis são chatas, monótonas, paradas, sem ambições, e é justamente disso que eu tenho aversão.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010

postheadericon Café filho? Doesn't matter!

Raul Seixas já explanava que Rock and Roll havia acabado em 1959. Quando indagado sobre o seu gênero musical, ele respondeu, com muita segurança: Raulseixismo. Nesta entrevista concedida a Jô Soares, notamos a sua autenticidade e maluquice, como artista e pessoa. Capaz de inventar que teria estado ao lado de John Lennon conversando sobre Calígula e pessoas "ilustres" como Jesus, sua insanidade mental, ou criatividade excessiva, permitiam que ele dissesse ao vivo em rede nacional que quando o integrante dos Beatles o questionou sobre as grandes figuras brasileiras ele falasse sem pensar, por estar nervoso "Café Filho", John curioso perguntou quem era, mais nervoso ainda, responde: "Doens't matter!"
É autenticidade, excentricidade, talento demais para ser explicado. Vale mais a pena ver esta entrevista para tentar entender um pouco da singularidade de Raul:



Eu realmente travei na hora de escrever sobre as músicas dele, talvez minha capacidade intelectual não chegue a tanto, ou a minha admiração seja excessiva e não me deixe escolher por onde começar ou terminar. Portanto, cheguei a conclusão que postar uma de suas mais brilhantes músicas seria o mais aconselhado: Ouro de tolo.



Raul sempre desprezou o sistema e a inercia que entramos quando nos encaixamos nele. Não consigo não sentir uma profunda admiração por alguém assim, tão a frente.

16 de agosto, Woodstock day, Long live Rock and Roll.
sábado, 14 de agosto de 2010

postheadericon Capinismo


Todos já tivemos que fazer um trabalho sobre a nossa religião, pra um debate ou sei lá, mas como sempre, eu não gostei da
idéia... Dessa vez eu tinha motivo, não me encaixo em nenhuma religião, mas na sétima série ainda não podemos optar por simplesmente não fazer um trabalho. Depois do professor argumentar, dizer para eu escolher qualquer uma que não tinha problema mesmo sempre tentando me enfiar goela abaixo a católica, resolvi pronunciar as palavras que eu mais gosto: "Pode deixar, eu dou um jeito." Cheguei em casa e fui pesquisar sobre religiões, descobri que um grupo de motoqueiros estava fundando a sua própria, só pensei "Tá aí! Vou fundar a minha". Eu tinha 15 dias pra fazer o trabalho, mas como sempre, deixei para o último. Os trabalhos dos outros grupos eram compostos por bíblias, candelabros, 50 folhas, cartazes e eu, fazendo grupo comigo mesma, cheguei com exatas 32 cópias da mesma folha que continham 5 mandamentos de uma religião sem nome e sem Deus.

1° Não é legal matar bichinhos, mas se tu tá com fome, fazer o que... Mais importa o que sai da tua boca, e não o que entra.
2° Teus pais não são mais que tu, não confunda respeito com submissão.
3° Eu não me lembro, perdão :(
4° Tu sabes discernir o certo e o errado, opte sempre pelo certo.
5° Crie a sua própria religião, pois esta, já é minha.

Ao termino da leitura dos mandamentos, meu professor indagou: "Porque só 5 mandamentos?" Respondi prontamente: "Por que 10 é exagero." Ele torceu o nariz e tornou a perguntar: "Tem que ter um Deus nessa religião, e um nome, como a religião não tem nome e nem Deus?" Eu notei que estava em maus lençóis, não tinha feito nome e nem pensado, porém, sair por baixo eu não podia, então pensei e respondi: "O Deus é o capim, esse mesmo que tem no chão, e o nome é
Capinismo." Eu vi que tinha deixado ele furioso, mas ele não conseguia entender que eu simplesmente não me encaixava nas religiões convencionais e nao queria defender algo, em um debate, que nao fosse completamente certo para mim. Só ouvi ele gritando "Que horror, Carolina! Capim não pode ser Deus!" Com toda a calma e tranquilidade, perguntei: "Professor, se todos nós viramos capim depois que morremos, e temos uma necessidade patológica de endeusar coisas, por que não o capim?" Não preciso falar que depois disso escutei "Me acompanhe até a direção".

Eu sou assim. Não me encaixo, e nem sinto
necessidade. Acredito em algo maior, mas não acredito que temos que orar a um Deus 10 vezes por dia, senão, com o seu dedão gigantesco, ele virá nos esmagar. Acredito que se fizermos o bem, e o que julgamos correto e de bom tom, um dia, nos juntaremos a este ser superior. Um conselho: Não tentem mudar as pessoas, deixem elas seguirem curso próprio, e não sigam o curso das outras, criem o seu.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010

postheadericon "Jovens, envelheçam.”

A ordem dada pelo pernambucano Nelson Rodrigues, em entrevista a Otto Lara Resende, dirigia-se unicamente a juventude transgressora dos anos 70. Peguei-me a pensar se o importante jornalista, dramaturgo e escritor -em ordem ascendente de importância- estivesse vivo para presenciar as atrocidades dessa "nova" juventude, o que ele diria?
Não acho correto endereçar estas palavras aos "chefes" uma das mais importantes revoluções brasileiras. Todavia, a juventude de hoje precisa ouvi-las pronunciadas em auto e bom som:

JOVENS, ENVELHEÇAM!

domingo, 8 de agosto de 2010
Carol dormiu. diz (12:55):
sei o significado de escusas e não sei por no diminutivo
paula diz (12:55):
hahahahahahha
mas o portugues é f*da
tem mt detalhe
confunde msm
Carol dormiu. diz (12:55):
aham
paula diz (12:56):
;~
Carol dormiu. diz (12:58):
vou começar a postar em ingles

É estranho e chato saber escrever melhor em outra língua que não a sua materna, posso apostar que um texto meu em inglês sai com menos erros que um em português.... Quando falo em erros, digo os de concordância... Mais fácil é aprender os 5 tempos verbais do inglês que os... quantos mesmo são em português? Contei 14, mas posso ter esquecido ou criado algum.
Eu sei a regra dos porquês, sei que verbo detesta "Z", sei os principais nomes que admitem forma coletiva, regras para a divisão silábica, fonética, os padrões frasais, sei identificar as pessoas do discurso ou do verbo, e até sei por que o verbo "fazer" vira "faze" na segunda pessoa do imperativo, mesmo não tendo primeira.
Estudei muito para isso e mesmo assim continuo me atrapalhando com um simples diminutivo...
Será que existe alguém que não tenha dúvidas sobre esta tão bela língua? Bela, mas complicada, com muitas regras e mais exeções ainda! Depois de estudar tanto e me enrolar com algo tão bobo, cheguei a conclusão que postar em inglês seria mais fácil, porém, nunca gostei de coisas acessíveis. Todas essas regras embelezam a língua portuguesa e estou disposta a tentar alcançar a excelência de Cláudio Moreno, por exemplo. :)


Cláudio Moreno: Excelente e queridíssimo professor do Grupo Unificado e escritor do
http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/

Seguidores

Visualizações